Existem várias espécies de tiranídeos com o mesmo padrão de cores, dentre as quais 4 são particularmente similares ao bem-te-vi: o neinei (Megarynchus pitangua), o bentevizinho-do-brejo (Philohydor lictor), e os dois bentevizinhos do gênero Myiozetetes, o bentevizinho-de-penacho-vermelho (Myiozetetes similis) e o bentevizinho-de-asa-ferruginea (Myiozetetes cayanensis). O neinei é do mesmo tamanho do bem-te-vi, mas possui um bico maior e bem mais largo, o bentevizinho-do-brejo é mais esbelto, menor e apresenta o bico proporcionalmente mais afinado achatado. Já os bentevizinhos do gênero Myiozetetes são menores, possuem o bico cônico e proporcionalmente menor e as sobrancelhas brancas menos definidas.
O bem-te-vi é provavelmente o pássaro mais popular de nosso país, podendo ser encontrado em cidades, matas, árvores à beira d'água, plantações e pastagens. Em regiões densamente florestadas habita margens e praias de rios.
Ave de médio porte, o bem-te-vi mede entre de 20,5 e 25 cm de comprimento para, aproximadamente, 60 gramas. Tem o dorso pardo e a barriga de um amarelo vivo; uma listra (sobrancelha) branca no alto da cabeça, acima dos olhos; cauda preta. O bico é preto, achatado, longo, resistente e um pouco encurvado. A garganta (zona logo abaixo do bico) é de cor branca.
O seu canto trissilábico característico lembra as sílabas bem-te-vi, que dão o nome à espécie. Portanto, seu nome popular possui origem onomatopaica
São agressivos, ameaçam até gaviões e urubús quando esses se aproximam de seu “território”. Costumam pousar em lugares salientes como postes e topos de árvores. Pode-se vê-lo facilmente cantando em fios de telefone, em telhados ou banhando-se nos tanques ou chafarizes das praças públicas. Como podemos ver, possui grande capacidade de adaptação. É um dos primeiros a cantar ao amanhecer. Anda geralmente sozinho, mas pode ser visto em grupos de três ou quatro que se reúnem habitualmente em antenas de televisão.
É uma ave típica da América Latina, com uma distribuição geográfica que se estende predominantemente do sul do México à Argentina, em uma área estimada em 16.000.000 km².
O neinei possui o bico extremamente largo e chato, que é, aliás, muito variável; tem o tarso muito curto. Ave que lembra muito o bem-te-vi (pitangus sulphuratus) mas seu bico é muito robusto e sua vocalização difere totalmente. Os dois únicos meios de diferenciar o nei-nei são pela vocalização, bem diferente da vocalização do bem-te-vi, ou pelo tamanho do bico, que é bem maior que o do bem-te-vi. O problema é que o bico é mais largo que com- prido então seu tamanho chama mais atenção quando visto por baixo do que de perfil. Mede cerca de 21cm.
Ave migratória, sendo encontrada nos meses mais quentes do ano. O casal tem o hábito de cantar em dueto, porém este é mal sincronizado. Apesar da aparência quase idêntica ao seu primo bem-te-vi, o neinei se comporta de forma um tanto diferente. É muito mais tímido, sendo mais fácil de ouvir que ver, pois passa a maior parte do seu tempo na copa das árvores.
É migratório em algumas regiões.
O bentevizinho-do-brejo mede 18 centímetros, seu bico é comprido e fino. Possui crista amarela-enxofre, bordas das rêmiges externas ferrugíneas. Sua voz é um fino “sirr”, “tzri-tzri”.
É comum em áreas arbustivas nas margens de poças, rios e de lagos. Vive aos pares ou em pequenos grupos familiares. Vive a pouca altura. Pousa geralmente ereto. O seu nervosismo é denunciado por movimentos bruscos de asas, do pássaro pousado. Gosta de tomar banho de chuva ou na folhagem molhada. Tem o costume de dormir em grupos ou em buscar um lugar mais abrigado para passar a noite. É brigão.
Presente em grande parte do Brasil, em duas regiões separadas:
Encontrado também no Panamá e nos demais países amazônicos - Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
O padrão geral da coloração da plumagem do bentevizinho-de-penacho-vermelho é o seguinte: lado inferior amarelo com a garganta branca, dorso e asas marrom-esverdeados; acima dos olhos possui uma evidente faixa branca que se estende desde o bico até a nuca, onde é interrompida; bico e olhos negros. Com esse padrão de plumagem, o bentevizinho-de-penacho-vermelho poderia ser considerado uma miniatura do bem-te-vi, mas as semelhanças terminam por aí. O bentevizinho, que também é chamado de bentevizinho-topete-vermelho, em virtude da existência de um pequeno topete vermelho visto quando se olha a ave por cima, possui características ecológicas muito distintas.
Ocorre aos pares ou em pequenos grupos familiares, que são muito barulhentos. Em termos de ambiente, prefere matas ou capoeiras mais conservadas, quase sempre próximo a algum curso d'água. Não se adapta muito às regiões campestres ou cidades pouco arborizadas.
Distribui-se em grande parte do Brasil, em alguns países vizinhos da América do Sul e também na América Central. Os indivíduos que ocorrem em regiões com clima mais severo (Brasil meridional e países do sul) podem realizar movimentos de migração para regiões mais quentes nas épocas de inverno
A identificação do bentevizinho-de-asa-ferrugínea não é fácil. Possui 17,5 centimetros. É reconhecido pelos lados bem anegrados da cabeça, pela faixa amarela ou alaranjada no píleo e pelas bordas nitidamente ferrugíneas das rêmiges e das retrizes. Essa espécie é fácil de se identificar pela voz. Possui um assobio prolongado suave, “ü-ü”, “ü-i-ü”, chamada. “zlílidi”, canto. “prrrü-prrrü, sussurro das asas.
Habita árvores na vizinhança d'água. Pousa geralmente ereto. O seu nervosismo é denunciado por movimentos bruscos de asas. Gosta de tomar banho de chuva ou na folhagem molhada. Tem o costume de dormir em grupos ou de buscar um lugar mais abrigado para passar a noite. É brigão.
Ocorre do Panamá, através da Amazônia, à Bolívia, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Pará e Maranhão. Também Rio de Janeiro e São Paulo.